Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
António Ramos Rosa, Viagem Através de uma Nebulosa
Páginas
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
domingo, 4 de novembro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
127. Amigo
por Alexandre O.Neil
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
24. Nos caminhos do teu corpo…
por José Luís Peixoto
Nos caminhos do teu corpo…
... Sulco falésias de luares felizes
Por entre campos viçosos
Onde brotam sucos amor
Flores odor fruição
Palavras escritas de mãos
E questões constantes …
De respostas únicas…nossas!
No colar do teu corpo
Beijo o infinito do rio desejo
No idílio coral da tua nascente…
De ombros caídos…
Olhos sonhadores
Purifica-se o gotejar corrente
Aninha-se o embalo
Olha-se o “barulhar” enredo
E o vapor cristaliza
Momentos mar (e)terno!
José Luís Peixoto, Da Janela do meu (a)mar (Ed. Vieira da Silva, 2011)
Nos caminhos do teu corpo…
... Sulco falésias de luares felizes
Por entre campos viçosos
Onde brotam sucos amor
Flores odor fruição
Palavras escritas de mãos
E questões constantes …
De respostas únicas…nossas!
No colar do teu corpo
Beijo o infinito do rio desejo
No idílio coral da tua nascente…
De ombros caídos…
Olhos sonhadores
Purifica-se o gotejar corrente
Aninha-se o embalo
Olha-se o “barulhar” enredo
E o vapor cristaliza
Momentos mar (e)terno!
José Luís Peixoto, Da Janela do meu (a)mar (Ed. Vieira da Silva, 2011)
sábado, 15 de outubro de 2011
9. Amigos Verdadeiros
por Pepetela
É bom ter amigos verdadeiros, apesar das dolorosas verdades que arriscamos ouvir.
Pepetela, O Planalto e a Estepe, Alfragide, 2009, p. 67.
É bom ter amigos verdadeiros, apesar das dolorosas verdades que arriscamos ouvir.
Pepetela, O Planalto e a Estepe, Alfragide, 2009, p. 67.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
